O número de católicos no mundo aumentou em 1,15% entre 2022 e 2023, atingindo 1,406 bilhão de fiéis, segundo o Annuario Pontificio 2025 e o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2023, divulgados pelo Vaticano. O crescimento foi registrado em todos os continentes, com destaque para a África, que teve o maior aumento percentual (+3,31%). Já na América, os católicos representam 47,8% do total mundial, com o Brasil mantendo a posição de país com o maior número de fiéis (182 milhões).
O relatório também aponta uma expansão no número de bispos, que cresceu 1,4% no biênio, chegando a 5,43 mil em 2023. O crescimento foi observado em todos os continentes, exceto na Oceania. Em relação ao clero, houve um aumento de sacerdotes na África (+2,7%) e na Ásia (+1,6%), enquanto Europa, América e Oceania registraram queda. A diminuição do número de padres tem sido um desafio para a Igreja, especialmente na América do Sul, onde há um desequilíbrio entre a quantidade de fiéis e a de sacerdotes disponíveis.
Outro dado relevante é o crescimento do número de diáconos permanentes, que chegou a 51,4 mil em 2023, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é mais expressivo na América do Norte e na Oceania. No entanto, o número de religiosos professos não sacerdotes e de religiosas professas continua em declínio, especialmente na Europa e na América do Norte, onde a redução tem sido atribuída ao envelhecimento da população religiosa e ao menor ingresso de novos membros.
O número de seminaristas maiores também segue em queda desde 2012. Em 2023, houve uma redução de 1,8% no total de candidatos ao sacerdócio, que passou de 108,4 mil para 106,5 mil. A única exceção foi a África, que registrou um aumento de 1,1% no número de vocações, reforçando a tendência de crescimento da Igreja no continente. Em contraste, Europa e América apresentam dificuldades para atrair novos padres, o que pode comprometer a renovação do clero no futuro.
Apesar dos desafios, os números indicam um crescimento estável da Igreja Católica, com destaque para a expansão na África e na Ásia. No entanto, a queda no número de sacerdotes e religiosos em outras regiões levanta preocupações sobre o futuro da presença pastoral nesses locais. A Igreja enfrenta o desafio de equilibrar a distribuição do clero e incentivar novas vocações, especialmente onde a demanda por serviços religiosos é maior.