O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo que se destaca por suas taxas de juros reduzidas. Isso ocorre porque as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador, diminuindo o risco para as instituições financeiras. Tradicionalmente, essa forma de crédito era mais comum entre servidores públicos e aposentados, mas agora está sendo expandida para incluir trabalhadores formais, como empregados rurais, domésticos e microempreendedores individuais (MEIs).
Essa expansão visa dinamizar a economia, proporcionando acesso a financiamentos mais acessíveis para milhões de brasileiros. A expectativa é que essa medida facilite o acesso ao crédito para um público mais amplo, que antes enfrentava barreiras burocráticas para obter empréstimos.
Como funciona o processo de solicitação?
Para solicitar o crédito consignado, os trabalhadores formais, incluindo os que trabalham sob o regime CLT, devem utilizar a Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). Este aplicativo permite que os trabalhadores acessem suas informações profissionais e verifiquem as ofertas de crédito disponíveis. As instituições financeiras autorizadas podem acessar dados como nome, CPF e margem consignável para oferecer propostas personalizadas.
Após a autorização do uso dos dados, as ofertas de crédito são disponibilizadas em até 24 horas. O trabalhador pode então comparar as opções e escolher a que melhor atende às suas necessidades, realizando a contratação diretamente pelo aplicativo ou pelo site do banco.
Quais são as garantias e limites envolvidos?
Os trabalhadores podem utilizar parte do saldo do FGTS como garantia para o empréstimo, além de contar com a multa rescisória em caso de demissão. As parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, respeitando um limite de 35% do salário para evitar comprometer excessivamente a renda do trabalhador.
Essa modalidade de crédito oferece segurança tanto para o trabalhador quanto para a instituição financeira, pois o risco de inadimplência é reduzido. Além disso, o trabalhador pode acompanhar o pagamento das parcelas mensalmente, garantindo maior controle sobre suas finanças.

O que acontece em caso de demissão?
Se o trabalhador for demitido, as parcelas restantes do empréstimo podem ser descontadas das verbas rescisórias, respeitando os limites legais. Isso assegura que o trabalhador não fique em situação de inadimplência e que a dívida seja quitada de forma justa.
É importante destacar que o crédito consignado não substitui outras modalidades de saque do FGTS, como o Saque-Aniversário, que continua disponível para os trabalhadores que optarem por essa alternativa.
Possibilidades para quem já possui empréstimos consignados
Trabalhadores que já têm empréstimos consignados podem optar por migrar seus contratos para o novo modelo a partir de uma data específica. Essa migração pode ser vantajosa, pois permite que o trabalhador renegocie as condições do empréstimo, possivelmente obtendo taxas de juros mais baixas ou prazos mais favoráveis.
Com a ampliação do crédito consignado para trabalhadores formais, espera-se que um número significativo de instituições financeiras participe, oferecendo uma variedade de opções e aumentando a competitividade no mercado de crédito.
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