A preservação da fauna silvestre e das nascentes da zona leste de Porto Alegre está em risco, e os moradores da Lomba do Pinheiro estão se mobilizando. Por meio da Associação de Moradores do Bairro Chácara das Nascentes (AMBCN), foi criado um abaixo-assinado que pede ao prefeito Sebastião Melo e ao secretário de Meio Ambiente, Germano Bremm, a criação de corredores ecológicos na região.
A proposta tem base legal na Lei nº 9.985/2000, que define corredores ecológicos como faixas de ecossistemas naturais ou seminaturais que ligam áreas protegidas, permitindo o fluxo de espécies e contribuindo para a preservação ambiental. A iniciativa também se apoia no Código do Meio Ambiente do RS, que ressalta a importância de proteger espécies vegetais e animais, bem como áreas de nascentes e cursos d’água.
A região do entorno do loteamento Chácara das Nascentes abriga uma rica biodiversidade, incluindo espécies como macacos-prego, bugios, aves silvestres e uma flora diversa, em diferentes estágios de regeneração. No entanto, sem a devida proteção, essas áreas podem ser impactadas por desmatamentos, empreendimentos urbanos desordenados e outros fatores que ameaçam o equilíbrio ambiental.
O abaixo-assinado solicita a criação de corredores ecológicos conectando áreas como a Zona de Amortecimento do Parque Natural Municipal Saint’Hilaire, a “Senzala Piscina de Pedras” e a antiga Fazenda Boqueirão, locais de valor ecológico e histórico-cultural.
“Nosso objetivo é evitar que essas áreas virem apenas números em relatórios sobre perdas ambientais. Precisamos de ação preventiva e planejada, e não apenas lamentar depois os impactos da falta de cuidado com a natureza”, afirma a diretoria da AMBCN.
A proposta está alinhada com ações como o projeto Reflora, do Governo do Estado, que busca restaurar áreas degradadas após as enchentes e prevenir desastres futuros.
Como ajudar?
Os interessados podem assinar o abaixo-assinado e divulgar a causa nas redes sociais, grupos de bairro e junto a lideranças comunitárias.
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Com união e consciência ambiental, é possível construir um futuro mais verde e equilibrado para Porto Alegre.