Duas das 10 secas mais severas do mundo aconteceram no Brasil; veja estudo

O Brasil, em particular, tem enfrentado desafios significativos com secas prolongadas, destacando-se em dois dos dez casos mais graves

As secas prolongadas têm se tornado um fenômeno climático de crescente preocupação global. Um estudo recente analisou dados de 1980 a 2018, identificando mais de 13 mil eventos de seca em todo o mundo. Este tipo de seca não é apenas um evento meteorológico isolado, mas sim um período anômalo prolongado que afeta vastas áreas geográficas.

O Brasil, em particular, tem enfrentado desafios significativos com secas prolongadas, destacando-se em dois dos dez casos mais graves identificados pelo estudo divulgado em relatório recente da OMM na revista científica “Science”. As causas dessas secas incluem a redução das precipitações e o aumento da demanda atmosférica por água, fatores que são exacerbados por mudanças climáticas globais.

Quais são os impactos das secas prolongadas no Brasil?

O Brasil tem experimentado secas severas em várias regiões, incluindo a Amazônia e o Pantanal. A mega seca de 2024, por exemplo, afetou quase 60% do território nacional, sendo a mais intensa já registrada no país. A redução da área coberta por água no Pantanal em 2023 foi de 61% em comparação com a média histórica, demonstrando a gravidade da situação.

Na Amazônia Sul-Ocidental, uma seca devastadora entre 2010 e 2018 causou o secamento de rios importantes e aumentou a vulnerabilidade da floresta a incêndios. No Sudeste, a crise hídrica entre 2014 e 2017 impactou severamente a região mais populosa do país, com o Sistema Cantareira operando em níveis críticos.

Como as mudanças climáticas agravam as secas?

Três fatores principais contribuem para o agravamento das secas: o aumento das temperaturas globais, a diminuição das chuvas em regiões específicas e o aumento da evapotranspiração. Estes fatores são interligados e intensificam a frequência e a severidade das secas em todo o mundo.

Um mapa desenvolvido pelos pesquisadores ilustra como essas mudanças afetam diferentes regiões. As áreas mais quentes sofrem mais com a falta de chuvas, enquanto as regiões frias enfrentam maior perda de água para a atmosfera. No Brasil, biomas como o Cerrado e o Pampa têm sido duramente afetados, enquanto a Amazônia mostra uma resistência inicial maior, mas não está imune aos impactos a longo prazo.

O que pode ser feito para mitigar os efeitos das secas?

A adaptação a um futuro com secas mais frequentes e intensas é essencial. No Brasil, a escassez de água afeta não apenas a agricultura e a biodiversidade, mas também a geração de energia hidrelétrica, crucial para o abastecimento das cidades. A implementação de políticas públicas eficazes e o aprimoramento de métodos de monitoramento são passos fundamentais para enfrentar este desafio.

Especialistas defendem um esforço conjunto entre governo, sociedade civil, setor privado e comunidade científica para desenvolver soluções inovadoras. O objetivo é preparar o país para as condições climáticas extremas que já estão se tornando uma realidade presente, e não apenas uma previsão futura.

Quais são as perspectivas para o futuro?

O cenário atual exige uma resposta rápida e eficaz para mitigar os impactos das secas prolongadas. Com o conhecimento e a tecnologia disponíveis, é possível agir de forma concreta para proteger os biomas brasileiros e garantir a segurança hídrica e energética do país. O desafio é transformar o conhecimento em ação, enfrentando as mudanças climáticas de maneira proativa e sustentável.

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