O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta segunda-feira (24) o diretor do Shin Bet, cuja destituição foi bloqueada na sexta-feira pela Suprema Corte, de ter investigado sem o seu consentimento o ministro de extrema direita Itamar Ben Gvir, titular da pasta da Segurança Nacional.
“A afirmação de que o primeiro-ministro autorizou o diretor do Shin Bet, Ronen Bar, a reunir evidências contra o ministro Ben Gvir é mais uma mentira exposta”, afirma um comunicado do gabinete de Netanyahu.
O canal de televisão 12 afirmou que a agência de segurança interna (Shin Bet) passou meses em um “procedimento secreto” para investigar a infiltração de elementos de extrema direita na polícia e seus vínculos com Ben Gvir.
“O documento publicado, que contém uma diretriz explícita do chefe do Shin Bet para reunir evidências contra líderes políticos, é semelhante aos regimes obscuros, mina a democracia e visa derrubar um governo de direita”, acrescenta o comunicado.
Na sexta-feira, o Supremo Tribunal de Israel suspendeu a decisão inédita do governo de destituir Ronen Bar, um anúncio que aprofundou as divisões políticas no país.
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